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  • silviarpsicologa

Lidar com a tristeza

No último post referi a ansiedade, hoje vou abordar a tristeza.

A tristeza pode surgir na nossa vida por diversos motivos, geralmente surge porque perdemos algo que nos é querido ou a que atribuímos muito valor: pode ser a perda de um emprego, a perda de uma pessoa que gostamos, a perda de algo que nos trazia boas recordações, a perda da rotina ou do que considerávamos familiar, a perda da oportunidade em realizar um determinado sonho., entre outras perdas.

Eu referi geralmente porque também é possível empatizar com a tristeza de um amigo ou através de um filme ou música sentir-nos tristes. Mas, foquemo-nos em quando sentimos tristeza por algo que nos aconteceu diretamente.

Eu sei que toda a vida lhe disseram para não estar triste, mas a tristeza é uma emoção básica e suprimi-la e negá-la pode trazer-lhe tantos problemas como deixá-la dominar a sua vida.

Dê espaço e tempo a si mesmo (a) para se sentir triste, pois isto serve para parar um pouco, fazer alguma introspeção e preservar recursos.

Esta pausa serviu também para preservar recursos, porque depois é hora de usar esses recursos para "lutar".

A tristeza pode fazer com que vejamos o futuro, a vida e a nós próprios de uma forma mais negativa e é isto que temos que combater. Já reparou quantas mudanças a sua vida já sofreu? As coisas mudam, as situações não são permanentes, viva um dia de cada vez, um problema de cada vez, um passo de cada vez.

Encontre objetivos para os seus dias, mantenha-se ocupado (a), sinta-se útil. Faça aquilo que gosta de fazer sem desculpas, se gosta de pintar, inscreva-se numa aula de pintura e arraste-se para lá, as tarefas mais rotineiras aguentam uma hora sem si e vai sentir-se melhor e com mais vontade para realizá-las. Lembre-se: quando nos sentimos melhor, somos mais produtivos.

Converse com quem é importante na sua vida.

Não seja demasiado duro consigo mesmo, nem se subestime, lembre-se do que já conseguiu fazer e ultrapassar na vida.

Continue a cuidar de si, mesmo que não lhe apeteça, faça exercício, vista uma roupa bonita, arranje o cabelo, sinta-se bonito (a).

As nossas emoções também podem ser induzidas, por isso, apesar de lhe apetecer o oposto, escute música alegre e dance, veja comédias e ria mesmo sem motivo. Verá que aos poucos a sua tristeza vai diminuindo.

Atenção que sentir-se triste, não é o mesmo que estar deprimido.Tal como disse anteriormente, todos nos sentimos tristes em algum momento da nossa vida e este estado costuma ser passageiro.

Se a tristeza se tornar recorrente e duradoira, se interferir significativamente nas suas tarefas diárias, se o prejudicar em termos profissionais e de saúde, não tenha receio em procurar ajuda profissional,




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Psicóloga Sílvia Rodrigues

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